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domingo, 25 de novembro de 2012

Literatura hoje


 

Quem escreve História hoje? Jornalistas... Quem escreve contos ou romances hoje? Jornalistas... Quem escreve autoajuda? Jornalistas... ou curiosos e charlatões que copiam livros dos outros...Quem escreve poesia hoje? Quase ninguém, um monte de pessoas mal resolvidas, PMDs, pessoas bipolares e... alguns jornalistas ou personalidades da mídia, até jogadores de futebol!Nada contra os bons jornalistas que fazem o seu trabalho que é dar notícia, comentar fatos diários; profissional do cotidiano! Pessoas que não leem, não leram e nem lerão nunca poesias ou os grandes poetas não são,lido pela maioria das pessoas que compram livros ou que dizem escrever livros! Para falar só de Poesia,  esses maus escritores escrevem um livro que é lançado e veiculado pela mídia, aparece em todos os programas que não são sobre literatura, dão entrevistas e nunca mais escrevem poesia, como se o ser poeta fosse um indivíduo de um livro só que num determinado momento tem que “botar pra fora o que lhe faz mal e sufoca” e depois, aliviado, nada mais tem que escrever ou a dizer!
A quantidade de péssima literatura no mercado é assombrosa a ponto de não se conseguir distinguir se algo de bom tem no meio de tudo isso. E gráficas, editoras de fundo de quintal aparecem aos montes, lançando os não lançáveis, os escritores de fim de semana, os escritores eventuais, os inspirados de um dia, os vaidosos que não podem guardar seus arroubos para si mesmos e seus amigos e insistem em publicar, pagando pela publicação e outras coisas mais... tudo em nome do capital e da vaidade alheia. As pequenas e péssimas editoras lucram, o freguês satisfaz sua vaidade e seus amigos comemoram, achando que são próximos de alguém famosos também... tudo vaidade!




Sem querer plagiar o tão conhecido profeta Ezequiel, e sem ser evangélica ou coisa do gênero, como escritora só posso concordar com a tese principal dele – tudo é vaidade sob o nosso velho e amigo sol!
Os professores de literatura também acham que podem escrever poesia de tanto lidarem com o material poético. Mas, a verdade, é que se tornam plagiadores e tentam se igualar aos grandes poetas que eles fingem conhecer a fundo, e escrevem plágios da mais péssima qualidade, arremedos de poesia ou literatura, ao invés de aprofundarem seus estudos e tentarem convencer a esta massa ignara o valor e o sentido da boa literatura. Maus professores que se lançam no mercado, um pouco melhores que os últimos citados , mas são igualmente mal formados e mal informados. Nada tem a dizer, além do que já foi dito e bem dito.
Há 3 tipos de escritores segundo um grande filósofo: os que escrevem sem pensar, a partir de livros alheios; os que pensam enquanto escrevem a fim de escrever algo melhor e que se preste a um público. E há, enfim, os que escrevem simplesmente porque pensaram, porque dedicam-se ao ofício de pensar e escrever, transformando a realidade e tudo que veem a sua volta em Literatura. São os escritores do OLHAR, os que verdadeiramente observam e absorvem a realidade e a devolvem poeticamente transformada a fim de ampliar as significações do cotidiano. Esses são raros, são os verdadeiros filósofos, verdadeiros poetas, verdadeiros romancistas...


Além  de responder às perguntas que se fazem, respondem as perguntas e aos anseios de um público silencioso que nem se manifesta por tão inconsciente que é da sua própria realidade. Esses encantam e não se esgotam numa primeira leitura. Não podem ser reduzidos a meia dúzia de linhas ou de rótulo, são inacessíveis às teses e seus escritos não se esgotam depois de várias leituras.
Perdi as contas das vezes que li Impressões de Crepúsculo, Hora Absurda  de Fernando Pessoa. Não me lembro quantas vezes li os sonetos de Camões, de Petrarca de Danunzio ou mesmo de Neruda. Quantas vezes vi o sol nascer com um livro de poemas de Lorca em minhas mãos. E os aforismos e poemas de Nietzsche, sem contar as vezes que li a Fenomenologia do Espírito. É como se a cada leitura o texto se renovasse e não fosse o mesmo, embora jṕa conhecido o texto e o enredo. Quantas novas significações aparecem a cada leitura... quantas nuances saem das dobras, quantas luzes aparecem das frestas das sombras. E mais que deleite, é mergulho, mergulho no ser do outro e em si mesmo para colher as pérolas da significação de cada um destes textos maravilhosos e de si mesmo.
Na Literatura séria, que é feita porque é literatura, cultura e não mera diversão, passatempo, não há espaço para simples histórias, simples informação. A Literatura é Arte, arte pura da melhor qualidade e difícil... muito difícil porque trabalha com o que trabalhamos e vivemos diariamente – pensamentos, sentimentos e palavras! Mas esta Arte, quando bem cultivada responde ao Espírito de quem lê, permitindo o vir a ser do homem, permitindo o seu desenvolvimento, o seu desabrochar.  É aí que surgem as obras eternas e os imortais, sem forja, extraídos das entranhas do ser humano.
 
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