1. Conte um pouco de você e da sua atividade.
Tenho duas
atividades no momento: escritora e gerente de uma livraria. Escrevo em
blogs mas tenho pouca visualização. Publiquei um livro solo de poesias
mas muito pequeno. Tenho uma vasta obra escrita mas sem divulgação fica
difícil investir de cara nisso. Não gosto do livro sob demanda pois não
acredito na venda de porta em porta e sim em marketing real.
Estou
com dois projetos de escritura. Um teve apoio da lei Rouanet, mas
passaram-me a perna na captação. Era de literatura infantil - um box de
12 livrinhos com ilustração.
O outro ainda não apliquei e estou apenas escrevendo.
Como
gerente, tento promover encontros de escritores, saraus, mas a
frequência é baixa devido a minha localização: uma cidade pequena no
sul do país Considerando que brasileiros leem pouco e que no sul (RS) é
menos ainda, estou ralando para crescer!
2. Como a "crise" afetou você nos últimos tempos?
A venda de
livros caiu, os lançamentos de conteúdo idem. No RS a crise foi mais
intensa pois o novo governador entrou pisando pesado, cortando salários e
benefícios, menos o dele e de seus comparsas! Aumento de impostos
dobrado! Logo, viver aqui está um pouco mais difícil, com exceção de
Gramado que vive de turismo exterior.
3. Como você está reagindo à crise? (Quais medidas adotou para se defender dela?)
Uso
métodos metafísicos, pois não creio que se possa ir contra uma mídia
dessas que temos no país manipulando as pessoas o tempo todo. Essa crise
não é financeira e sim política, mas para mobilizar a opinião pública
do brasileiro, só mexendo no bolso dele! Estou fazendo ofertas todo
tempo, mas não é suficiente. Temo investir em site e outras coisas no
momento e ainda assim não obter retorno.
4. Conhece outras pessoas na mesma situação? (Se sim, como elas estão fazendo para atravessar o momento?)
Sim,
muitas livrarias pequenas fecharam.... quem não fechou tem outras
formas de manter(-se)! Capital de giro, investimentos...não tenho isso,
no momento!
5. Você conhece alguém que - apesar da crise - está conseguindo
se desenvolver de alguma forma? (Se sim, o que essa pessoa está fazendo
de diferente?)
Sim, parece que o pessoal de marketing virtual e
pessoas de investimentos diversificados. A área imobiliária não vai mal
pelo que vejo pela cidade e arredores.
Quanto a web, ainda vejo mais
picaretagem e gente vendendo a roda do que coisa séria, por isso ainda
não entrei, pois não consigo aceitar esse tipo de marketing polishop e a invasão de emails sem conteúdo algum, quando não a mesmice e a cópia!
6. Quais são as grandes "lições" desta crise, até agora, para você?
Que
necessito de uma independência financeira urgente!!!! Política só
atrapalha! Minha decepção com o socialismo é brutal! Atualmente apoio o
liberalismo e o estado mínimo!
7. Acha que a crise, do jeito que está, vai longe (ainda)?
Olha,
odeio futuristas e profecias pois depende de cada um aqui e agora, e do conjunto de pessoas conscientes e querendo fazer o melhor. Quer
mudança? mude agora! Mas os políticos são os mesmo, os brasileiros
odeiam mudanças internas, então... não quero ser pessimista, mas prefiro
sair do país se der!
8. Como acha que o Digestivo pode ajudar você nesta travessia?
Sinceramente
não sei. Não consegui nem colocar um banner no digestivo pois não
consegui fazer um decente! Não sou muito expert nessa área... pensa, eu
tenho 2 PhD em área de humanas - letras e filosofia. Não que eu seja
incapaz, mas preciso estudar, dedicar um tempo, ainda mais que cursos
nesta área de usuário é muito difícil... é muito achismo por aí.
9. Se pudesse pedir alguma ajuda aos Leitores do Digestivo - para deslanchar seus projetos -, o que você pediria?
Que
comprem mais livros, que leiam mais matérias consistentes, que apoiem
meus lançamentos, que rejeitem as cópias, que evitem os pdfs e que leiam-me, ainda que me critiquem pois
com a crítica melhoramos, ampliamos, expandimos!!!
10. Quais são seus links, seus contatos? Enfim, onde os Leitores podem encontrar e contatar você?
http://culturedynamique.blogspot.com.br
http://blogdanotredame.blogspot.com.br
facebok: Cris Danois; Livraria notre dame
email: cris_magalhaes@hotmail.com
Postagem em destaque
Como os pássaros, eu também migro. Estou migrando minha atividade artístico-literária e filosófica para o site: www.crisdanois.com Dê uma p...
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
CRISE, SIMPLESMENTE CRISE
Difícil acreditar, mas estamos em meio uma enorme crise. Para nós brasileiros que sempre vivemos com uma ideia paradisíaca de que nada acontece deste lado de cá - sul/ocidental, fomos pegos de surpresa. E realmente ela está se alastrando e colhendo frutos, péssimos frutos!
Não adianta negar: se a criança chora de fome, é um fato. Colocar música de fundo, filmar, fingir que não escuta, não resolve. E ainda piora. Nos colocaram/colocamos em crise, sim!
Entretanto, esta crise é mais política do que financeira, mas o financeiro vai a reboque. Banqueiros e investidores têm a sua escolha e quando esta não é satisfeita, eles mostram quem tem o verdadeiro poder! Podemos enumerar a hierarquia de poderes atualmente assim: financeiro (capital), mídia, política.
Especificamente, no Brasil, a crise é moral, pois somos um povo sem Ética, infelizmente, mal de origem não curado ainda! E isso não se dá só no primeiro escalão da sociedade - os políticos são reflexo do povo. Se observarmos bem, toda a sociedade se vale do "jeitinho brasileiro" que é o de não seguir as regras, de não cumprir horários ou demandas, de "empurrar com a barriga", de comprar o diploma seja à vista ou a prazo, de dar pequenos golpes, de enganar no troco, de roubar o colega pois ele não está vendo, de não trabalhar o mês inteiro e receber o salário e ainda reclamar que é pouco, o atual CTRL+C/CTRL+V nos trabalhos de TCC, monografias, relatórios, o uso de ghost writers para obter diplomas e méritos e por aí vai. Eu poderia enumerar pelo menos 100 modos brasileiros de levar a vida sem ética que são considerados monumentos nacionais e que na verdade revelam nossos defeitos de caráter.
Genericamente, a crise também é reflexo de um velho conflito - capitalismo X socialismo. Sim porque essa crise vem circulando pelo mundo como um grande dragão-serpente, provocando caos por onde passa. Chamam esse dragão de bolha! E desde 1929 ele circula pelos países com seu hálito funesto, fazendo desaparecer milhões e milhões em moeda (provavelmente queima com seu bafo ígneo!). O sistema socialista é um ideal na cabeça de poucos intelectuais e alguns políticos que visam enriquecer administrando problemas. Nasceu bem intencionado, mas na prática, todas as más intenções subiram do pântano profundo e se espalharam pela superfície. Em nenhum lugar, sua versão mais extremada (comunismo) ou sua versão mais suave (socialismo liberal) tem dado resultados satisfatórios sem atraírem o tal dragão crise!
Grosso modo, sou daquelas pessoas que pensam que para cada problema há solução e não administração. Temos que administrar bens e não "crises". Passamos por propostas socialistas/comunistas seja em sistemas democráticos, imperialistas, monárquicos, republicanos ou ditatoriais e o que vemos é um maior empobrecimento coletivo e um enriquecimento de minorias que através de seus tentáculos micro-físicos, administram pobrezas e misérias. Nem podemos mais considerar o discurso como sendo bonito ou ético, pois lendo nas entrelinhas, percebe-se às más intenções - restrições, nivelamentos por baixo, sub julgamentos, reduções, descréditos, falta de criatividade para criar e ampliar soluções, etc.
Não precisamos ir longe, pois a terra hoje é uma casa relativamente pequena e podemos observar onde sistemas socialistas ou comunistas foram e são aplicados. Os mesmos problemas estão presentes e pior - o ser humano, no sentido da expressão humanista está limitado! Pelo contrário, hoje conseguimos saber sobre sistemas de governo e sociedade que "dão certo". Vide os países escandinavos, a Suíça entre os principais expostos em livros e mídia, que mostram a simplicidade da administração democrática calcada em solução real dos problemas e além - na prevenção deles.
O dinheiro em si é um veiculo, veículo que promove todas as possibilidades. Negar a importância desse veículo e qualificá-lo negativamente é tolice, ingenuidade, saudosismo, reacionarismo. Sempre será necessário uma meio/moeda neutra para facilitar as trocas! E essa crença está por trás das ideologias socialistas comunistas, apoiadas por algum discurso religioso também.
É certo que no nosso país, eminentemente católico ou cristão (pois hoje a versão evangélica cresce junto ao crescimento demográfico!) tende a uma ideologia mais socialista, atualmente na sua versão trabalhista. Mas os problemas internos são os mesmo do Brasil colônia - corrupção, falta de ética, enriquecimento ilícito, alianças contraditórias, desvio de verba pública, etc. Verdadeira devassa!
Logo, a crise política e ética permanecerá ainda por muito tempo, pois depende de educação, conhecimento, crescimento e amadurecimento coletivo.Ela é filha do socialismo da ignorância instituído há meio século na ditadura militar e piorado na sua versão dos último 20 anos.
Mas a financeira passará, pois o dragão circula e a moeda engolida por ele, retorna às mãos da sociedade e volta a circular.
Com certeza, o dinheiro não sumiu. Mas o povo acredita nisso ou é levado a acreditar, e guarda o seu (o pouco que tem) em bancos, ações, poupança, cofrinhos, evitando todo e qualquer gasto de consumo considerado supérfluo. Isso realmente provoca/estimula/mantém a crise, pois sem a circulação da moeda, tudo para. E, aos anti-consumistas de plantão eu digo: não são só os bens tangíveis que se cobiçam hoje; há os intangíveis que permitem a expansão e crescimento real de uma sociedade. Fazer um discurso contrário a isso, apregoando que a felicidade não deseja e não cobiça é dizer que podemos ficar onde estamos que está ótimo, como se não houvesse tanto a crescer, tanto a expandir, tanto a fazer, a resolver e criar.
Porém, como todo esse consumo intangível - livros, cursos, conhecimento, cultura - não são os imediatos referentes à existência em si, são cortados de pronto e o consumo fica reduzido ao mínimo - no nível da sobrevivência. Até mesmo a qualidade dos produtos é deixada de lado, pois passa-se a consumir "os mais baratos" em detrimento do cuidado da qualidade das boas marcas.
Enfim, estamos em crise - criada sim, a financeira. Mas a política e ética é real. E essa não passará junto com o dragão. Precisará de anos de investimento pesado em educação real, pois uma mudança hoje nesse sistema, levaria pelo menos 2 décadas para surtir o efeito desejado.
Não adianta negar: se a criança chora de fome, é um fato. Colocar música de fundo, filmar, fingir que não escuta, não resolve. E ainda piora. Nos colocaram/colocamos em crise, sim!
Entretanto, esta crise é mais política do que financeira, mas o financeiro vai a reboque. Banqueiros e investidores têm a sua escolha e quando esta não é satisfeita, eles mostram quem tem o verdadeiro poder! Podemos enumerar a hierarquia de poderes atualmente assim: financeiro (capital), mídia, política.
Especificamente, no Brasil, a crise é moral, pois somos um povo sem Ética, infelizmente, mal de origem não curado ainda! E isso não se dá só no primeiro escalão da sociedade - os políticos são reflexo do povo. Se observarmos bem, toda a sociedade se vale do "jeitinho brasileiro" que é o de não seguir as regras, de não cumprir horários ou demandas, de "empurrar com a barriga", de comprar o diploma seja à vista ou a prazo, de dar pequenos golpes, de enganar no troco, de roubar o colega pois ele não está vendo, de não trabalhar o mês inteiro e receber o salário e ainda reclamar que é pouco, o atual CTRL+C/CTRL+V nos trabalhos de TCC, monografias, relatórios, o uso de ghost writers para obter diplomas e méritos e por aí vai. Eu poderia enumerar pelo menos 100 modos brasileiros de levar a vida sem ética que são considerados monumentos nacionais e que na verdade revelam nossos defeitos de caráter.
Genericamente, a crise também é reflexo de um velho conflito - capitalismo X socialismo. Sim porque essa crise vem circulando pelo mundo como um grande dragão-serpente, provocando caos por onde passa. Chamam esse dragão de bolha! E desde 1929 ele circula pelos países com seu hálito funesto, fazendo desaparecer milhões e milhões em moeda (provavelmente queima com seu bafo ígneo!). O sistema socialista é um ideal na cabeça de poucos intelectuais e alguns políticos que visam enriquecer administrando problemas. Nasceu bem intencionado, mas na prática, todas as más intenções subiram do pântano profundo e se espalharam pela superfície. Em nenhum lugar, sua versão mais extremada (comunismo) ou sua versão mais suave (socialismo liberal) tem dado resultados satisfatórios sem atraírem o tal dragão crise!
Grosso modo, sou daquelas pessoas que pensam que para cada problema há solução e não administração. Temos que administrar bens e não "crises". Passamos por propostas socialistas/comunistas seja em sistemas democráticos, imperialistas, monárquicos, republicanos ou ditatoriais e o que vemos é um maior empobrecimento coletivo e um enriquecimento de minorias que através de seus tentáculos micro-físicos, administram pobrezas e misérias. Nem podemos mais considerar o discurso como sendo bonito ou ético, pois lendo nas entrelinhas, percebe-se às más intenções - restrições, nivelamentos por baixo, sub julgamentos, reduções, descréditos, falta de criatividade para criar e ampliar soluções, etc.
Não precisamos ir longe, pois a terra hoje é uma casa relativamente pequena e podemos observar onde sistemas socialistas ou comunistas foram e são aplicados. Os mesmos problemas estão presentes e pior - o ser humano, no sentido da expressão humanista está limitado! Pelo contrário, hoje conseguimos saber sobre sistemas de governo e sociedade que "dão certo". Vide os países escandinavos, a Suíça entre os principais expostos em livros e mídia, que mostram a simplicidade da administração democrática calcada em solução real dos problemas e além - na prevenção deles.
O dinheiro em si é um veiculo, veículo que promove todas as possibilidades. Negar a importância desse veículo e qualificá-lo negativamente é tolice, ingenuidade, saudosismo, reacionarismo. Sempre será necessário uma meio/moeda neutra para facilitar as trocas! E essa crença está por trás das ideologias socialistas comunistas, apoiadas por algum discurso religioso também.
É certo que no nosso país, eminentemente católico ou cristão (pois hoje a versão evangélica cresce junto ao crescimento demográfico!) tende a uma ideologia mais socialista, atualmente na sua versão trabalhista. Mas os problemas internos são os mesmo do Brasil colônia - corrupção, falta de ética, enriquecimento ilícito, alianças contraditórias, desvio de verba pública, etc. Verdadeira devassa!
Logo, a crise política e ética permanecerá ainda por muito tempo, pois depende de educação, conhecimento, crescimento e amadurecimento coletivo.Ela é filha do socialismo da ignorância instituído há meio século na ditadura militar e piorado na sua versão dos último 20 anos.
Mas a financeira passará, pois o dragão circula e a moeda engolida por ele, retorna às mãos da sociedade e volta a circular.
Com certeza, o dinheiro não sumiu. Mas o povo acredita nisso ou é levado a acreditar, e guarda o seu (o pouco que tem) em bancos, ações, poupança, cofrinhos, evitando todo e qualquer gasto de consumo considerado supérfluo. Isso realmente provoca/estimula/mantém a crise, pois sem a circulação da moeda, tudo para. E, aos anti-consumistas de plantão eu digo: não são só os bens tangíveis que se cobiçam hoje; há os intangíveis que permitem a expansão e crescimento real de uma sociedade. Fazer um discurso contrário a isso, apregoando que a felicidade não deseja e não cobiça é dizer que podemos ficar onde estamos que está ótimo, como se não houvesse tanto a crescer, tanto a expandir, tanto a fazer, a resolver e criar.Porém, como todo esse consumo intangível - livros, cursos, conhecimento, cultura - não são os imediatos referentes à existência em si, são cortados de pronto e o consumo fica reduzido ao mínimo - no nível da sobrevivência. Até mesmo a qualidade dos produtos é deixada de lado, pois passa-se a consumir "os mais baratos" em detrimento do cuidado da qualidade das boas marcas.
Enfim, estamos em crise - criada sim, a financeira. Mas a política e ética é real. E essa não passará junto com o dragão. Precisará de anos de investimento pesado em educação real, pois uma mudança hoje nesse sistema, levaria pelo menos 2 décadas para surtir o efeito desejado.
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